DOUGLAS REIS


Oi! Os primos distantes - assim poderiam ser definidos os chamados "sonetos ingleses", poemas fixos de 14 versos, com disposição de versos e rimas diferentes da forma tradicional em Língua Portuguesa, os sonetos italianos. Enquanto estes últimos são cultivados por bardos portugueses e brasileiros desde a época de Camões, a tradição paralela não é menos antiga. Shakespeare, um dos maiores poetas de todos os tempos, utilizava o modelo inglês de sonetos. O argentino Borges e o brasileiro Manuel Bandeira também compuseram exemplares desta espécie. Já havíamos postado um soneto inglês, O Olhar do Céu; damos outro exemplo deste tipo com a postagem de "Alterações experienciáveis...", cujo extenso título é uma imitação dos não menos longos títulos descritivos dos poetas barrocos. Boa leitura!


Escrito por Douglas Reis às 13h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




série Lápis-Lazúli ALTERAÇÕES EXPERENCIÁVEIS ATRAVÉS DA SUBMISSÃO À GRAÇA PERDOADORA

 

Chove, mas não em minha alma, onde há luz

Estranha à periférica radiância,

Que intermitente e casual seduz

Emoções – que esta luz acomoda a ânsia:

As trepidações cessam, a mão pára;

Sabe o cavalo quem lhe ascende ao lombo,

E eu sei quando me encontra quem me achara

Ao chão, como hoje, por um outro tombo.

Tua luz é a minha vida na hora

Em que desperdiço a última moeda

– A tragédia que vinha ao agir da espora

Ouve a Misericórdia, teme e arreda.

Dispo-me do enxofre, olho em torno e sigo;

Basta Te ver para ir longe o perigo.

 



Escrito por Douglas Reis às 12h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




série Lápis-Lazúli CIRURGIA EM PALAVRAS

Tua Palavra é letra que respira

Letra cujo ânimo Em ondas

Faz-me arder como acha entre o ardor da pira

E enquanto me sondas

E me emudeces com Teu poder Vivo

Tendo em te ouvir um motivo

No silêncio do Espírito ouço o Céu

Em cachões de azul hialino

A comunhão faz filho a quem foi réu

A luz me ensina o hino

E honro à Palavra Encarnada entre o povo

Pois nEla nasci de novo

Em meus fonemas um eco Teu vibra

Um eco de sangue e cruz

De ressurreição Vida Coragem Fibra

Discurso que induz

O homem a olhar para o alto e ver seu lar

Sem mais conseguir falar

 



Escrito por Douglas Reis às 14h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Oi! Um dos objetivos da série Lápiz-Lazúli é nos levar a pensar naquilo que realmente importa. A cada poema, há um depoimento sobre a importância de nossas decisões, em termos de vida cristã prática. Em muitos momentos, a história de personagens bíblicas é revisitada, mostrando um novo prisma. Esperamos que você aprecie esta nova leitura de assuntos que tem que ver com a vida eterna.




Escrito por Douglas Reis às 15h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

série Lápis-Lazúli ADORANDO ADORAR

Ensina-me um cântico

Com algo mais do que sílabas

Entrelaçadas com notas

Ensina-me a usar

O íntimo através das rotas

Para te alcançar

Expande-se o cérebro

Com pensamentos insólitos

Pois solícito me amparas

E pões o meu pé

Sobre a solidez das claras

Veredas da fé

Se o ranço da víbora

Reverberar desde a vértebra

Esconda-me em Teu louvor

Que é meu baluarte

Oh maravilha de amor

Vem de Tua parte

O Cordeiro Imáculo

Posto na cruz como vítima

Usa o ímã da Graça e atrai

Muitos irmãos Seus

Para que O louvem, e ao Pai,

E ao Espírito-Deus

Ensina-me o cântico

Mesmo hino da Glória próxima

Encha-me o olhar com denodo

Que lhe aumente o brilho

Mostra-me o sentido todo

Do sangue do Filho



Escrito por Douglas Reis às 15h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

série Lápis-Lazúli PITO

Não era o movimento das ondas – mãos, mãos de homem

Sacudiam seu corpo, num gesto que continha

Desespero e perguntas quase em mesma medida.

Acordou contendo a rabugice ao máximo.

Soube do quadro: todos em risco, inclusive ele.

Mas apenas ele era conhecedor das causas

Que levaram as águas a uma fúria sem páreo.

Por ora, ocultou a desobediência.

Não durou muito, deve ser dito: os marinheiros

Tomaram consciência de que tinham entre eles

Alguém que discordara do Céu; mais que a borrasca,

A notícia trouxe arrepios a todos.

Foi jogá-lo ao mar para o tempo acalmar-se!

E o barco seguiu com os homens de fé.



Escrito por Douglas Reis às 13h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  11/03/2007 a 17/03/2007
  04/03/2007 a 10/03/2007
  18/02/2007 a 24/02/2007
  11/02/2007 a 17/02/2007
  04/02/2007 a 10/02/2007
  28/01/2007 a 03/02/2007
  17/12/2006 a 23/12/2006
  10/12/2006 a 16/12/2006
  03/12/2006 a 09/12/2006
  26/11/2006 a 02/12/2006
  19/11/2006 a 25/11/2006
  12/11/2006 a 18/11/2006


Outros sites
  O Que Deus Sente
  BOL - E-mail grátis
  UOL - O melhor conteúdo
Votação
  Dê uma nota para meu blog